Quem Somos

A Associação de Amigos do Autista da Bahia, com Sede em Salvador, no bairro de Pituaçu foi fundada como ONG (Organização Não Governamental) com seu Estatuto registrado em Cartório sob nº 13452, folha 279, livro A-10 em 21 de março de 2003. Posteriormente obteve a certificação da UNIÃO, do Estado da Bahia e do Município do Salvador e passou a ser reconhecida como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), sem fins lucrativos, com sede e foro na cidade de Salvador – Bahia.

Resumo Histórico da AMA

Sabe-se que a trajetória percorrida pelas famílias que tem componentes diagnosticados com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) não é muito diferente. Em sua grande maioria e nas diversas faixas etárias, os familiares já tentaram matricular esse indivíduo em várias escolas regulares (particulares e públicas).

Diante das dificuldades trazidas pelo quadro do autismo, principalmente suas crises, o acesso desses alunos nas instituições de ensino regular, sempre foi extremamente difícil. A recusa da matrícula em função do TEA era comum, na prática muitas instituições de ensino geravam diversas justificativas para negar a vaga do aluno autista. A mais usual delas seria a falta de vagas, ou a informação (não comprovada) de que já existiam outros alunos “especiais” naquela sala de aula. (Hoje a legislação vigente proíbe essa conduta, porém existem ainda muitas dificuldades na matrícula e no preparo dos profissionais).

Mesmo as escolas regulares que aceitavam os alunos com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo), geralmente não tinham a expertise necessária para contribuir com a evolução pedagógica do aluno o que terminava “inviabilizando” a evolução da criança.

Foi por esta e outras dificuldades, especialmente de encontrar uma escola que atendesse às necessidades específicas dos autistas que iniciou-se a formação de um grupo de estudos a respeito do Autismo e, logo em seguida, surgiu o desejo de formar uma Associação.

No início o grupo reunia-se na Clínica de Estudos e Atendimento Neurológico, situada no bairro de Amaralina, na cidade de Salvador, Estado da Bahia. O espaço foi cedido pela Fonoaudióloga Ivalda Cesarino. A cada reunião, surgiam novos pais e profissionais interessados na causa do autismo, que na época era tema de pouquíssimo conhecimento social.

As reuniões motivaram a busca por um espaço mais amplo de trabalho para as crianças, adolescentes e adultos autistas. A partir desses encontros foi criada uma Associação que pudesse proporcionar a inclusão dessas pessoas na sociedade. O nome AMA-BA foi proposto, por ter essa entidade posição de destaque na história com respaldo nacional e internacional na educação de referência para indivíduos com TEA.

Em 21 de março de 2003, com a finalização dos trâmites legais a AMA-BA foi oficialmente fundada. Uma casa foi alugada e iniciou-se a busca de parcerias com instituições públicas e privadas.

A AMA-BA iniciou suas atividades em uma casa alugada por meio de uma parceria firmada com a Petrobrás. Esta ação garantiu o pagamento dos primeiros alugueis, compra de equipamentos e estrutura necessária para o funcionamento inicial da instituição.

Nessa fase inicial foi com muita luta, adaptação e utilização de material reciclado e união de amigos e familiares de autistas que a Associação conseguiu sobreviver.

Desde o ano de 2005/2006, as Secretarias de Educação do Estado da Bahia e da Prefeitura Municipal do Salvador garantem uma importante e salutar colaboração cedendo os profissionais que ofertam atendimentos aos nossos alunos. Porém, para todas as demais despesas, a AMA-BA funciona sem o apoio de nenhuma grande empresa ou grande empresário.  A AMA-BA luta para manter seu funcionamento e atender mais de 200 pessoas autistas, dentre crianças, adolescentes e adultos. Atualmente a AMA-BA possui quase 600 pessoas na lista de espera, oriundas de todo o Estado da Bahia.

Existiram momentos na história da AMA que as dificuldades financeiras quase fecharam a instituição, dois desses mais graves momentos foram no ano de 2007 e no ano de 2015. Oportunidade em que o jornalista José Eduardo (Bocão) ajudou de forma decisiva, juntando empresários e amigos para salvarem a AMA.

No ano de 2008, na época o então prefeito João Henrique por meio da Lei Municipal nº 7507/2008 doou terreno para a construção da sede própria da AMA-BA. Esse tipo de doação determina prazo máximo para o início das obras, o que por falta de recursos não ocorreu. Diante disto, o terreno foi retomado pela Prefeitura.

No ano de 2014 o Prefeito ACM Neto aprovou Decreto municipal que garantiu para a AMA-BA a devolução do terreno para a construção da sede própria da instituição, que até a presente data funciona em sede alugada por falta de recursos para construção.

Um momento marcante foi no ano de 2015 na qual por iniciativa do jornalista José Eduardo foi lançado uma corrida em prol da AMA denominada “Quem AMA Corre” além da criação de um grupo denominado “Padrinhos da AMA”.Esse movimento deu uma oxigenada na AMA-BA permitindo o pagamento das dívidas acumuladas e a manutenção das portas abertas.

A AMA-BA funciona sem o apoio de nenhuma grande empresa ou grande empresário.  A AMA-BA luta para manter seu funcionamento e atender mais de 200 pessoas autistas, dentre crianças, adolescentes e adultos. Atualmente a AMA-BA possui mais de 600 pessoas na lista de espera, oriundas de todo o Estado da Bahia.

A AMA-BA proporciona Atendimento Educacional Especializado (AEE) dos seguintes profissionais: Pedagogos, Psicopedagogos, Educadores Físicos e Psicomotricistas (cedidos pelo Estado e Prefeitura), além de profissionais de saúde por meio de colaboração da Faculdade Baiana de Medicina.

No ano de 2017 a AMA-BA garantiu a sobrevivência por ter vencido a concorrência do projeto Solidariedade da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, no qual parte dos servidores voluntários da Casa doou R$ 3,00 do seu salário em benefício da AMA-BA. Atualmente a AMA possui um quadro de doadores fixo muito restrito e possui despesa maior que a receita, o que mantendo essa condição, em médio prazo nos colocará novamente em situação crítica.

Sonhamos com o despertar da sociedade civil em relação a importância da AMA na causa do autismo e na ampliação da participação dos órgãos governamentais, para nos permitir construir a nossa sede própria e dessa forma eliminando o alto gasto com aluguel, o que permitirá dar atendimento digno e adequado para a população carente de Salvador e todo o interior do Estado da Bahia, ampliando o alcance da AMA-BA e zerando nossa fila de espera atual.

Visite nossa sede, nosso site, redes sociais e torne-se um voluntário ou doador mensal. Conheça nosso trabalho e ajude a AMA-BA a dar continuidade nesse caso de amor, responsabilidade social e dedicação para as pessoas com Autismo na Bahia.

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