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Construção Cognitiva

Reuven FeuersteinO Currículo de Construção Cognitiva tem como base a Teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural de Reuven Feuerstein, uma estrutura de ensino que busca edificar processos de aquisição de conhecimento a partir da construção e conexões singulares para o aprendizado.

O início do trabalho até a aquisição da Teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural de Reuven Feuerstein:

Quando a AMA-Ba, inicialmente, trabalhou com o programa TEACCH (Tratamento e Educação da Pessoa Autista e com Déficit Correlato na Comunicação), o avanço dos alunos foi muito perceptível. A preocupação, contudo, em obter um avanço maior e, consequentemente, uma melhor cognição, nos impulsionou em busca de outros métodos de trabalho. Em pesquisas constantes foi feita a opção pelo COGNITIVISMO. Foi encontrada, pela equipe, no teórico e psicólogo REUVEN FEUERSTEIN, a fortaleza de um trabalho sólido para o desenvolvimento do potencial de aprendizagem da pessoa com autismo.

Sabendo que a mente é algo dinâmico e flexível, percebemos que os avanços possibilitados pelo programa TEACCH, embora aplicado com sucesso, mostravam-se insatisfatórios em relação àqueles dois itens – dinâmica e flexibilidade. A lentidão no avanço para alcançar uma melhor cognição dos alunos deixava a equipe inquieta e com a grande responsabilidade de reverter esta situação. Mesmo conhecendo as dificuldades que o Transtorno Invasivo do Desenvolvimento traz para o sujeito, sabemos da necessidade de continuar perseguindo esta evolução na cognição e provar que o potencial que cada um pode desenvolver, depende muito do potencial de mediação que o professor tem a oferecer.

Um investimento na forma de mediação dos professores tornou-se foco constante da equipe. Orientá- los em um fazer pedagógico seguro e propor mudanças estruturais na capacidade para ensinar não foi tarefa fácil. Até o presente momento, os investimentos maiores estão em fazer o professor resgatar o otimismo e a crença na correção das funções cognitivas deficientes do autista porque, como mediadores, a maturidade neste aspecto tem que, necessariamente, começar a partir da mudança e crença na reestruturação do próprio trabalho; significa fazê-los enxergar que a aprendizagem mediada passa a ser fonte de aprendizagem e flexibilidade mental, sendo este o principal objetivo a perseguir.

Outro aspecto dependente do mediador são os recursos materiais, que se configuram como peças fundamentais da mediação. Aqui o mediador irá perceber quando o recurso está adaptado para o aluno; qual função cognitiva estará exercitando; qual operação mental terá que perseguir; que resposta o aluno deverá dar; que fazer quando o aluno não der nenhuma resposta; quais alternativas para uma atividade de baixo desafio; como comparar o recurso utilizado com o nível em que o aluno se encontra; qual a maneira mais eficiente para adaptar o aluno à realidade abstrata dos livros e atividades de papel. Ao longo do trabalho a ação exercida pelo professor, no que se refere a estes recursos, faz com que estes sejam avaliados a cada mediação, organizados e reorganizados, reestruturados em vários níveis de complexidade. Cada recurso passa a ser analisado e sintetizado como se estivesse passando por um sistema de filtragem, até chegar a atender a necessidade especifica do aluno. Foi uma forma consciente que a equipe elaborou para substituir os recursos abstratos dos livros didáticos, ainda muito utilizados nas escolas regulares, que não atendem à demanda do autista. Esta transformação, realizada pelo Centro Educacional da AMA-Ba, proporcionou ganhos para as crianças, adolescentes e adultos.

Com este trabalho foi possível desenvolver na equipe um espírito de busca e de habilidade para a elaboração de recursos materiais. Através da criação de novos desafios para os alunos, o professor pode se desenvolver cada vez mais. Percebe-se aqui uma forte necessidade de investimento no professor-mediador. Aqueles educadores que já tinham certa habilidade passaram a criar muito mais e em diversos níveis de complexidade. Foram criados e estruturados mais de mil recursos alternativos que subsidiam o trabalho do Centro Educacional Especializado da AMA-Ba. O mais importante de tudo é que o mediador “experiência” a criação dos recursos e adapta-o à realidade cognitiva de acordo com a resposta do aluno. Não condizendo com a resposta desejada, o recurso retorna à análise a fim de ser reestruturado para acessar novas funções cognitivas.

Convém ressaltar que, para a Intervenção precoce, estes recursos e a forma de mediação segura do professor permitiram uma melhora considerável na evolução dos sintomas apresentados pelo autista, pois as condutas inadequadas ainda não estão sedimentadas e a Modificabilidade Cognitiva terá melhores resultados. Tudo isto traz como consequência uma inclusão mais segura. Os pais desempenham uma participação fundamental neste processo.

“... Somos sempre aprendizes. Ao professor falta a técnica certa.” (R. Feuerstein)

Aqui está uma das estratégias da teoria de Reuven Feuerstein: entender como funciona a mente do aluno, os seus processos mentais que já possuem habilidade, os que estão falhando e as estruturas deficientes. É papel do mediador, primeiro, decifrar o que está acontecendo quando um recurso não proporciona absolutamente nenhuma resposta do aluno.

Foi nesta busca que a equipe seguiu, na certeza de que o autista pode ser modificado em suas estruturas mentais e que cabe mudar a forma de ensinar a fim de assim acessar o potencial de aprendizagem da pessoa com autismo. É certeza de que pouco se conhece, mas há na AMA uma constante investigação de uma melhor qualidade de mediar.

AMA-Ba - Associação de Amigos do Autista da Bahia

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