Conhecer para entender e entender para incluir.

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Tratamentos

Foram desenvolvidas várias filosofias intervencionistas que prestam atenção ao ambiente da criança para maximizar seu desenvolvimento. Algumas têm defensores fortíssimos e algumas têm oponentes fortíssimos. Conhecemos alguns adultos com TEA que são a favor e outros que são contra a alguns dos programas que iremos descrever. Nossa opinião é que apegar-se emocionalmente a qualquer uma abordagem é, provavelmente, um erro. Muitas delas são semelhantes. São, em sua maioria, abordagens equilibradas e todas têm boas idéias que podemos aproveitar.


Programa Hanen Adaptado

Em 1977, fundou-se o Centro Hanen na School of Human Communication Disorders na Universidade de McGill em Montreal. Em 1995, o centro desenvolveu um novo programa, desde então denominado " Mais do que palavras" , para pais de crianças com TEA. em 2000, foi oferecida a primeira oficina de treinamento do programa para fonoaudiólogos e terapeutas de linguagem. Trata-se, em sua maioria, de orientações boas e despojadas, como manter o vocabulário simples na comunicação, ficar frente a frente com a criança e ouvi-la atentamente.


Análise Comportamental Aplicada

Essa expressão surgiu para descobrir um certo tipo de programa intenso baseado em terapia comportamental e passou a ser usado para descrever muitos dos programas que surgiram desde Lovaas. Keenan, Kerr e Dilenburger (2000) escreveram um livro no qual descrevem seu uso.


Treinamento de Integração Auditiva

Difere do Treinamento de Integração Sensorial (mencionado abaixo). O som é usado como forma de expor a criança a várias experiências auditivas. Usam-se dispositivos com fones de ouvido para tocar música que pode ser alterada e controlada. Dr. Guy Berard é otorrinolaringologista na França e defensor deste tipo de trabalho.


Dietas

Inúmeras dietas são sugeridas para aliviar alguns sintomas de TEA. Até hoje, as pesquisas não confirmaram sua eficácia. Dietas sem glúten e sem caseína são as mais comuns. (O glúten está presente no trigo, no centeio e na cevada e, a caseína, em derivados do leite.) A teoria é que as proteínas no glúten e na caseína quebram-se no intestino, transformando-se em peptídeos tóxicos. Esses geralmente passam pelo organismo sem nenhum problema. Os defensores dessa teoria acreditam que crianças com TEA têm cólon irritável" que permite a passagem dos peptídeos para a corrente sanguínea, através da parede intestinal. Diz-se então que chegam ao cérebro (atravessam a barreira cerebral sanguínea) e causam danos ao seu funcionamento.


PECS: Sistema de Comunicação por Troca de Figuras

No PECS, as crianças aprendem a trocar figuras por itens que desejam. Por exemplo, se querem uma bolacha, dão a figura de uma a um adulto, que responde imediatamente. A idéia é que a criança dê início à comunicação.

O Programa começa com figuras simples, passa por opções e, depois, para a construção de frases mais complexas. As figuras ficam guardadas em um livro portátil e podem ser inseridas e removidas facilmente porque têm tiras de velcro no verso.


Treinamento de Integração Sensorial

Dra. Jean Ayres era psicóloga e terapeuta ocupacional em Los Angeles. A partir da década de 1960, ela desenvolveu uma abordagem baseada na teoria de que o sistema nervoso de algumas crianças não se integrava e não entendia informações sensoriais ( o que vemos, ouvimos, tocamos etc.). A teoria sugere que entender nossos sentidos nos dá uma imagem elaborada do mundo e nos permite planejar o que fazer e como. Além disso, segundo essa teoria, a integração de informações sensoriais não funciona adequadamente no autismo.


Programa Son-Rise, o Option Institute e o Autism Treatment Center of America

A família Kaufmann dirigiu o desenvolvimento do programa Son-Rise como uma divisão dentro do Option Institute e do Autism Treatment Center oj America e o programa existe há mais de 20 anos.

O Option Institute fica em Sheffield, Massachusettes, Estados Unidos. Son-Rise é uma abordagem para tratamento e educação projetada para ajudar crianças com autismo, suas famílias e provedores de cuidado. Baseia-se em alguns princípios fundamentais, entre os quais são:

  • Participar ativamente de comportamentos incomuns ou repetitivos da criança na tentativa de facilitar mais interação social.
  • Focar nas motivações e interesses da criança para facilitar a aprendizagem e a aquisição de aptidões.
  • Incentivar as brincadeiras interativas e usá-las para aprendizagem.
  • Manter uma atitude positiva, imparcial e amorosa em interações e expectativas.
  • Reconhecer que os pais ou provedores de cuidado são o recurso mais importante e duradouro da criança.
  • Criar uma área de trabalho / diversão segura e livre de distrações.

Essa abordagem explora os interesses da criança e o adulto interage com o que a criança faz. Baseia-se muito em entrar na realidade da criança. Sugere que as interações sociais e a aprendizagem são mais bem facilitadas por meio dos próprios interesses da criança. Pede-se, sobretudo, aos terapeutas que não dominem, nem controlem as brincadeiras e as interações. a terapia começa na sala de jogos, preparada segundo diretrizes específicas e necessariamente tranquila e decorada sem cores fortes e excesso de elementos. A abordagem reconhece que a ansiedade da criança autista inibe a interação e a aprendizagem, e que os ambientes e as atividades que a minimizam facilitam melhor a aprendizagem. Na maioria das vezes, os terapeutas serão pais e voluntários treinados em cursos especiais.

TEACCH ( Tratamento e Educação de Crianças Autistas e com problemas relacionados à Comunicação)

A abordagem TEACCH foi desenvolvida na década de 1970 por Eric Schopler e outros no Departamento de Psiquiatria da Escola de Medicina da Carolina do Norte. A abordagem busca ajudar indivíduos com TEA a cultivarem a vida e a independência dentro de seu potencial máximo, com apoio da comunidade. Em 1972, a North Carolina General Assembly aprovou lei que exigia a criação da divisão para TEACCH. Foi o primeiro programa estadual dos Estados Unidos, comunitário e abrangente, dedicado a melhorar tanto a compreensão do autismo quanto os seerviços para crianças com autismo ( e outros distúrbios de comunicação) e suas famílias.

Entre as principais prioridades estão o foco no indivíduo, a compreensão do autismo e uma base intervencionista ampla fundamentada em aptidões e interesses existentes. A filosofia de REACCH é a noção de que os autistas fazem parte de um grupo cultural distinto, não inferior aos indivíduos sem autismo. Cada programa é individualizado - reconhecendo que todos são diferentes. Organizar o espaço físico, desenvolver horários e sistemas de trabalho, esclarecer e explicitar as expectativas e usar materiais visuais são formas eficazes de desenvolver aptidões e permitir que os autistas as usem sem a ajuda direta de adultos. É dada atenção especial ao ambiente social e de aprendizagem e à ação de proporcionar uma estrutura clara para todo o ensino (por exemplo, minimizar distrações como ruídos ou estímulos visuais). Enfatiza-se a importância dos pais e do relacionamento entre casa e escola.

AMA-Ba - Associação de Amigos do Autista da Bahia

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